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Por que as mães são grandes líderes de negócios?

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hace un año

Publicação especial: por que as mães são grandes líderes de negócios?

Todas as mães do mundo deveriam ler este aritgo porque são elas mesmas que não acreditam que podem empreender, dirigir uma empresa e uma família exemplar ao mesmo tempo. Quando se é mãe, se desenvolve muitas habilidades e virtudes que te dão muitas vantagens competitivas que podem ser adaptadas ao trabalho.

O fundador do Alibaba, Jack Ma, disse “se você quer que sua empresa funcione com sabedoria e cuidado, as mulheres são as melhores”.

A relação entre liderança e maternidade

A seguinte lista não é muito profunda, mas te dá uma ideia das habilidades “maternas” que geralmente são pouco relacionadas ao ambiente de trabalho, muito menos a mulheres líderes, em posições executivas ou gerenciais.

Atitude “Get Shit Done”

As mães tem uma grande capacidade de execução, elas realmente terminam o que começaram mesmo que não queiram, talvez até porque não tenham a opção de adiar as coisas. Como disse Ellie Rowley, fundadora da Solly Baby: “ser mãe te dá superpoderes para fazer as coisas que você não quer fazer”.

De fato. Você acha que as mães gostam de se levantar de meia noite e depois às 3 da manhã para alimentar seu bebê, dormir 2 horinhas e logo depois se levantar de novo para trabalhar? Esta é sua nova realidade e a faz com amor. Esta capacidade de focar e executar é uma habilidade inestimável para qualquer empresa, portanto, uma mãe executiva fará as coisas acontecerem. Por que não há mais mães liderando empresas?

Um forte sentido de atenção

Quando se têm filhos, você desenvolve uma sensibilidade especial que te faz ser mais atenta. Mesmo quando você não tem contato visual com eles, você está usando sua capacidade sensorial ao máximo para atender ao bem-estar deles. Na era tecnológica isso não mudou, os pais devem garantir a segurança física e virtual de seus filhos, especialmente em redes sociais e contatos com terceiros.

Os avances tecnológicos têm ajudado os pais a "dar uma olhada" no bem-estar dos filhos. A inteligência artificial e machine learning têm facilitado a tarefa dos novos pais (por exemplo soluções como Muse), no entando, nada ainda pôde substituir a sensibilidade emocional de uma mãe. Dizem que uma mãe sabe como você se sente mesmo sem mencionar uma palavra. Isso não é mais do que uma habilidade que tem sido desenvolvida ao longo do tempo.

Capacidade para resolver problemas

Qualquer pessoa que já cuidou de uma criança provavelmente seja consciente que ela nos dá muitos problemas cotidianos para resolver.: desde uma briga com o irmão que precisa de alguém intervindo, a como combater sua falta de apetite. Essa é a razão pela qual os pais em geral são bons em gerenciar conflitos no trabalho. As crianças naturalmente buscam ajuda; quando estão estancados em uma tarefa, buscam seu professor para solucionar ou falam com alguém mais velho quando estão tristes. Em geral, são as mães que desempenham esses papéis e naturalmente ajudarão seus filhos a resolver qualquer problema.

Os melhores pais não dão soluções, mas ajudam as crianças a entender o problema e listar possíveis soluções, ou seja, as empoderam. É por isso que há uma relação direta entre ser bons pais e bons líderes. As mães são líderes fortes que ajudam a solucionar problemas ao seu redor.

Resiliência

A criação dos filhos é uma experiência tão intensa que dificulta tirar férias por 10 dias seguidos. Sem dúvidas, essa situação desenvolve uma forte capacidade de resiliência. Ann Maria Vitek, ex CCO (Chief Compliance Officer) da Avon, falou sobre essa situação em uma entrevista para a Hispanic Executive: “minha mãe nos ensinou a enfrentar a adversidade, a enfrentar os desafios de frente”.

Embora as mães tenham seus filhos como a maior prioridade, isso não significa que estejam menos comprometidas com sua carreira, empresa ou trabalho. A diferença é que podem absorver melhor a adversidade em qualquer situação que ocorra no trabalho. Essa é, sem dúvida, uma das principais habilidades para liderar, tomar decisões e adaptar-se aos mercados dinâmicos.

Em resumo, se criarmos uma rota de aprendizagem chamada “Obtenha os superpoderes de uma mãe nos negócios”, estes são os cursos que a Platzi recomendaria para aprender cada uma das habilidades:

Get shit done:
Startup Academy - Get shit done e como organizar seu tempo

Resolução de problemas:
Curso de Atendimento ao Cliente e Suporte ao Usuário

Resiliência:
Curso de Liderança Organizacional

Potenciais ainda não explorados

Para aproveitar melhor as capacidades de liderança e demais habilidades das mães no trabalho, precisamos oferecer um esquema para que possam desempenhar enquanto realizam suas atividades e mantêm uma vida mais tranquila e saudável.

Diferentes estudos provaram que as empresas com mulheres em cargos executivos têm um desempenho superior; os gerentes ainda hesitam em promover as mulheres líderes ou prestes a formar uma líder.

Em comparação com as equipes de líderes masculinos, as companhias Fortune 500 com mulheres na alta gerência se beneficiam de uma taxa de “capacidade de inovação” 20% mais alta. Precisamente nesta época onde a inovação e o “DNA antifragilidade” são imprescindíveis para sobreviver, as empresas já não podem se permitirem ignorar o potencial das mulheres nos negócios.

Antes do COVID-19, muitos diretores se mostravam receosos em adaptar sua empresa ao trabalho remoto, pois temiam que as pessoas não fossem produtivas, focadas e comprometidas. No entando, algumas das companhias tecnológicas globais mais importantes são originalmente remotas e continuam escalando de forma remota apesar da adversidade. É o caso do Github, que tem mais de 1000 empregados e 50% deles trabalhavam de foram remota em 2019, ou o BaseCamp, que é uma empresa virtual há 21 anos.

2020 tem sido um ano onde o mundo teve que aprender a trabalhar remoto de forma acelerada. Tem sido um desafio difícil para muitas empresas, especialmente para aquelas que resistiam à mudança. Ainda não sabemos se esta nova forma de trabalhar terá impacto na contratação de mulheres e mães executivas.

A síndrome da dupla carga de trabalho

No início dessa semana, Sheryl Sandberg, diretora de operações do Facebook (e mãe) pediu ajuda considerando a alta pressão e carga de trabalho que caiu sobre as mulheres desde que a COVID-19 chegou. Segundo enquete de LeanIn.org e Survey Monkey, 31% das mulheres com trabalhos em tempo integral e famílias dizem que tem mais tarefas a fazer do que são capazes de lidar.

Segundo um estudo de McKinsey, a síndrome da dupla carga de trabalho (isto é, as mulheres que devem cumprir como trabalho e as responsabilidades domésticas) é a maior barreira aumentar a diversidade de gênero nas altas posições de gerência das empresas. A educação em casa e o cuidado de idosos e outros membros da família que caem principalmente sobre os ombros da mães que trabalha. Sandberg chamou isso de “dupla carga de trabalho”.

O que as empresas podem fazer?

Abrir os olhos, ser empáticos e flexíveis.

Muitas mulheres e mães, não importa se são executivas ou não, são as encarregadas dos trabalhos domésticos. Passam de 2 a 3 vezes mais horas fazendo trabalho “não remunerado” que os homens (estatística antes do COVID-19, é provável que hoje esteja pior).

Dividir as tarefas de casa não está nas mãos das empresas, portanto, os casais devem assumir suas responsabilidades juntos e alcançar uma divisão justa das tarefas doméstricas, de limpeza e cuidados com a família.

Conciliar responsabilidades compartilhadas em casa e no trabalho não é uma tarefa fácil, mas é valiosa para recrutar talentos de alto desempenho, tanto de mulheres e homens no setor público e privado. Promover horários de trabalhos flexíveis e mais curtos, além de autorizações para cuidar de assuntos familiares, tanto para mães, quanto para pais, estender os prazos de entrega e outras ideias surgem para equilibar as cargas de trabalho.

Confiança nos dados = mais mães em cargos executivos

Se as pessoas têm um forte viés cultural de que as mães não conseguem dar atenção e tempo suficiente às suas carreiras, então devem confiar nos dados e deixar de escutar seus instintos. Como discutimos na primeira linha desse artigo, muitos estudos falam sobre os resultados positivos de ter mais mulheres em cargos executivos e de liderança.

Em geral, a criação de oportunidade de liderança, gerência e diretoria é positiva para as empresas. É também para mulheres e mães. Frequentemente, muitas dessas oportunidades são perdidas devido à “síndrome do impostor” que algumas profissionais podem sofrer, duvidando de suas próprias habilidades ao enfrentar desafios.

Promover modelos

O sucesso gera sucesso, por isso, conhecer a história, o legado e o trabalho de outras pessoas dignas de admiração é positivo e motivador. Esperamos que se tornem mais frequentes as publicações com as mães que são líderes, capas de revistas e biografias , assim como fez a Forbes Brasil em março passado com Cristina Junqueira, VP da Nubank, que posou grávida para a capa.

Invista na formação do talento feminino

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) sustenta que há mais mulheres entrando em empresas em posições de apoio a recursos humanos, comunicação ou relações públicas. O problema, é claro, não está em realizar estas funções. O problema é que, em muitos casos, esses cargos não têm um plano de carreira para os níveis executivos, gerencial ou nível C (chiefs / chefes). As empresas podem melhorar melhorando a proporção de talentos entre homens e mulheres nas áreas de vendas, desenvolvimento de produtos e administração geral, pois é aqui que há oportunidades de crescimento em um nível superior.

Uma das razões para essa separação profissional d o gênero é que as mulheres tendem a estudar carreiras em comunicação, serviços artísticos e ciências humanas. Atualmente, há mais mulheres com ensino superior do que nunca na América Latina e Caribe. Isso abre uma oportunidade de crescimento dentro de um setor que está disposto a aprender.

Se queremos incentivar o aumento de mulheres em cargos gerenciais ou executivos, devemos facilitar o caminho para o aprendizado constante nas ciências, tecnologia, engenharia e matemáticas (STEM), pois existe uma relação direta entre ser capacitado em STEM e o potencial de chegar na altura direção. Agora é quando não devemos parar de aprender.

As empresas devem investir na capacitação de suas colaboradoras mais promissoras para obter as habilidades técnicas que elas podem não ter. É aí que as empresas podem se associar a plataformas de ensino como a Platzi, que oferecem cursos de engenharia, desenvolvimento, liderança, marketing digital entre outros. Uma das vantagens das plataformas de ensino online é que oferecem flexibilidade para aprender em qualquer lugar e a qualquer momento, o que significa muito na programação de uma mãe.

Com uma plataforma de educação, os empregadores têm a liberdade de organizar suas rotas de estudo focadas, promovendo o acesso a uma educação efetiva e flexível, além de fortalecer o crescimento de habilidades sociais e de lideranças.

Ainda há muito o que fazer e conversar para mudar o cenário, mas aproeitando que maio é o mês das mãs, esperamos que leituras como essa inspirem as pessoas certas dentro das empresas. Quanto mais esperamos para promover as mulheres e, especialmente as mães, a um nível de gerenciamento mais alto, a oportunidade a aproveitar as oportunidades na região diminuirão.

Espera-se que em 2025, as mulheres ocupem quase metade de todos os cargos profissionals e gerenciais da região. Em 2015, as mulheres ocupavam 17% dos postos executivos, e as previsões sugerem que, em 2025, alcançarão 44%, baseados nas taxas atuais de contratação, promoção e retenção (OIT). Temos uma oportunidade: a Latam poderia ser líder em diversidade de trabalho em todo mundo, se agirmos AGORA!

Para todas as mulheres, mães que trabalham, executivas, fundadoras de startups que hojes nos leram: estamos orgulhosos de seu trabalho. Vocês são excelentes modelos!

Este é o sue dia, sua semana, seu mês. Aproveite e comemore. Feliz dia das mães.

#NuncaPareDeAprender

Se quer mais informações sobre as rotas de aprendizado focadas em tecnologia, escreva para [email protected].

juliane
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